Paríslunes, 31 de mayo de 2010
Yoani Sánchez (como promover uma dissidente cubana)
› Yoani Sánchez, los euros y la egolatríaPor Hideyo Saito*
A blogueira Yoani Sánchez é hoje a figura mais cortejada pela coalizão de forças que combate a revolução cubana, liderada por Washington e composta por outros governos, por partidos políticos, por órgãos da mídia e por onGs do mundo inteiro. Trata-se de uma poderosa tropa de choque que exige ampla liberdade política, respeito aos direitos humanos e democracia, mas apenas em Cuba. Aparentemente nenhuma outra nação no mundo inspira seus cuidados em relação a esses direitos políticos e humanos. Da mesma forma, denuncia também a escassez de bens de consumo em Cuba, mas jamais menciona o estrangulamento econômico praticado por Washington (que, aliás, é condenado por todos os países-membros da onU, com as únicas exceções dos próprios Estados Unidos e de Israel).
O objetivo central dessa coalizão passou a ser, desde os anos 90, organizar e financiar uma oposição interna em Cuba. O congresso dos Estados Unidos aprovou leis especiais para respaldar essa política: a Torricelli, de 1992, e a Helms-Burton, de 1996. O intervencionismo teve seu auge no período de George W. Bush, que criou a Comissão de Apoio a uma Cuba Livre, presidida pela secretária de Estado, Condoleezza Rice, e indicou Caleb McCarry (um dos artífices do golpe contra o presidente Jean-Bertrand Aristide no Haiti), como responsável pela transição à democracia naquele país.
Os recursos oficiais estadunidenses destinados a essa finalidade foram, em 2009, de US$ 45 milhões, sem considerar o orçamento da Rádio e TV Martí e verbas paralelas não declaradas (1). No atual exercício, haviam sido liberados US$ 20 milhões, com a orientação de que fossem distribuídos diretamente aos destinatários em Cuba. O programa, entretanto, foi provisoriamente suspenso em abril último pelo presidente do Comitê Exterior do Senado, John Kerry (ex-candidato presidencial), provavelmente por causa da prisão em flagrante, em Cuba, de Alan P. Gross, quando fazia a distribuição de dinheiro e de equipamentos de comunicação (2).
O advogado José Pertierra, que atua em Washington, relacionou de forma exaustiva os diversos itens da ajuda provisoriamente suspensa, com base em informe oficial do Senado dos EUA. Destacamos apenas alguns, a título de exemplo: US$ 750 mil para os defensores de direitos humanos e da democracia; US$ 750 mil para parentes de presos políticos, como as “Damas de Branco”, e para ativistas que lutam para libertar aqueles presos; US$ 3,8 milhões para promover a liberdade de expressão, especialmente entre artistas, músicos, escritores, jornalistas e blogueiros (com ênfase nos afrocubanos); US$ 1,15 milhão para capacitar os ativistas mencionados no uso das novas tecnologias de comunicação.
A corrida pelo dinheiro de Washington
Essas informações tornam insustentável negar o financiamento estadunidense aos chamados dissidentes, de maneira geral. Não custa recordar ainda que aqueles que a mídia dominante insiste em chamar de presos políticos (cuja libertação está sendo reclamada pelo grevista de fome Guillermo Fariñas Hernández) foram julgados em 2003 justamente sob a acusação de receber dinheiro de Washington para combater a revolução. Em relatório de 2006, a Anistia Internacional registrou a realização, no ano anterior, de um congresso de dissidentes com a participação de mais de 350 organizações (a ata do encontro, porém, menciona a presença de 171 pessoas) nos arredores de Havana. Essa proliferação, porém, longe de mostrar a força da oposição, esconde a corrida de seus idealizadores para arrancar dinheiro de Washington.
Praticamente todas são organizações artificiais, criadas para que suas lideranças possam apresentar-se no escritório de representação dos EUA em Havana para receber a sua parte na cobiçada "ajuda em prol da democracia". Não há notícias sobre discussões políticas ou doutrinárias nessas entidades e muito menos de ações públicas sérias de sua iniciativa. Mas há fartos registros, isto sim, de brigas e denúncias recíprocas envolvendo a repartição e o uso da dinheirama. É por isso que, neste momento, a maioria dos dissidentes não vê com bons olhos a ascensão de Yoani Sánchez.
Lech Walesa de saias
O sonho dourado dos ideólogos de Washington é forjar em Cuba um novo Lech Walesa, o líder do sindicato Solidariedade e depois presidente da Polônia, apontado pelo National Endowment for Democracy (NED), do Departamento de Estado, como o maior triunfo de sua política. No caso de Cuba, isso foi tentado, entre 2000 e 2002, com um dissidente chamado Osvaldo Payá Sardiñas, organizador de um projeto de lei de iniciativa popular, que teve pouco mais de 11 mil assinaturas. O projeto foi recebido oficialmente, mas rejeitado pelo parlamento cubano.
Ele pretendia estabelecer nada menos que a liberdade para a criação de empresas privadas, inclusive órgãos de imprensa, a instituição do pluripartidarismo e outras medidas que implicavam eliminar o socialismo cubano de uma penada, baseado no suporte daquelas assinaturas (o número de eleitores no país é de 8,5 milhões). Equivale a um projeto de lei de iniciativa popular que fosse apresentado ao Congresso brasileiro, prevendo o fim da propriedade privada dos meios de produção, a convocação de eleições com candidatos indicados exclusivamente em assembleias de bairro e o fechamento dos oligopólios da comunicação. Seria cômico se o conteúdo da iniciativa não coincidisse com o do “programa de transição” divulgado em 2006 pela Comissão de Apoio a uma Cuba Livre, do governo Bush.
Em todo caso, com base nesse projeto Osvaldo Payá foi transformado em herói pela mídia dominante. Como acontece atualmente com a blogueira Sánchez, foi alvo de prêmios e honrarias mundo afora, além de merecer espaços enormes na mídia dominante. Recebeu, entre tantos outros, o Prêmio Andrei Sakharov da União Européia, quando estava sob a presidência do ex-premiê espanhol, José Maria Aznar, e foi recepcionado em audiência especial pelo Papa João Paulo II. Como o esforço não produziu os resultados esperados, a mesma mídia que o glorificava o esqueceu (como havia feito antes com Armando Valladares). Agora, chegou a vez de Yoani Sánchez. Após ter resolvido subitamente voltar a Cuba de seu exílio na Suíça, colocou o blog no ar em abril de 2007. Pouco mais de meio ano mais tarde, ela já se transformava em personalidade mundial, com o acionamento da engrenagem publicitária da coalizão anticubana. Começaram a aparecer entrevistas de página inteira com a blogueira, não raro com chamadas de capa, em grandes publicações como The Wall Street Journal, The New York Times, The Washington Post, Die Zeit e El País, sem falar nos jornalões brasileiros e na indefectível Veja.
Ao mesmo tempo, sempre de forma significativamente sincronizada, surgiram os prêmios, os convites para viagens e outras iniciativas de cunho promocional. Em 2008 a blogueira foi premiada em vários países da Europa e nos Estados Unidos, além de ter sido incluída, pela revista Time, na relação das 100 personalidades mais influentes do mundo e pelo diário espanhol El País, entre os 100 hispano-americanos mais influentes. No mesmo ano, a revista estadunidense Foreign Policy a considerou um dos 10 intelectuais mais importantes do ano, assim como a revista mexicana Gato Pardo. Mais recentemente, lançou um livro em grande estilo, com edições quase simultâneas em diversos países, e adiantamento por conta de direito autoral (como os € 50 mil pagos pela editora italiana Rizzoli). Digno de registro também é que Yoani Sánchez enviou um questionário dirigido ao presidente Barack Obama e ele o respondeu prontamente. Ela explicou candidamente a atenção que Obama lhe dedicou: “talvez eu tenha sorte”.
Um blog multimilionário
A verdade é que o blog que a fez famosa desfruta de sorte não menos fantástica. Ele foi registrado por intermédio de um serviço chamado GoDaddy, uma companhia que costuma ser contratada pelo Pentágono para compra de domínios de forma anônima e segura para suas guerras no cyberespaço, conforme denunciou a jornalista espanhola Norelys Morales Aguilera (3). “Não há em toda Cuba uma só página de internet, nem privada, nem pública, com o potencial tecnológico e de design da que ela exibe em seu blog”, sustenta.
O blog é atualmente hospedado em servidor espanhol, que não lhe cobra nada ("por 18 meses", diz ela), embora processe 14 milhões de visitas mensais e ofereça suporte técnico praticamente exclusivo. No mercado, custaria milhares de dólares por mês. É traduzido para nada menos que 18 idiomas, luxo que nem os portais dos mais importantes organismos multilaterais, como a onU, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional ou a OCDE, exibem. Sánchez diz que são amigos que fazem as traduções. Segundo o jornalista Pascual Serrano, ela usa recursos da web 2.0 a que muito poucos cubanos têm acesso, como o Twitter, os foros sociais e outros (4). Em 2009, segundo o jornalista francês Salim Lamrani, o Departamento do Tesouro dos EUA, baseando-se na lei do bloqueio, fechou mais de 80 sítios de internet relacionados a Cuba, alegando que eles promoviam comércio. A única exceção foi justamente o blog de Sánchez, embora lá também haja venda de livros. Aliás, o sistema de pagamento utilizado por ele, o Paypal, e o de “copyright” que protege os textos da blogueira estão igualmente vedados a qualquer outro cidadão cubano, pelas mesmas razões (5).
Em recente entrevista a Lamrani, feita em Havana, Sánchez disse que seu blog não pode ser acessado de Cuba, como costuma “denunciar” aos dóceis jornalistas da mídia dominante. Só que desta vez foi desmentida no ato pelo entrevistador, que havia acabado de entrar na página sem qualquer restrição. Então, espertamente se corrigiu: “com freqüência ele fica bloqueado” (6). A verdade é que o blog – assim como qualquer outro sítio – jamais foi objeto de medida repressiva do governo cubano. Isso é comprovado pela Alexa - The Web Information Company, que mede o volume de acesso de páginas de internet do mundo inteiro: segundo seus dados, o portal Desde Cuba, que abriga o blog de Sánchez, tinha 7,1% do seu tráfego originário de equipamentos cubanos, no final de 2009 (7).
O blog de Sánchez também foi distinguido em 2008 como um dos 25 melhores do mundo pela TV CNN, além de ter sido premiado pela revista Time e pela TV Deutsche Welle. As justificativas das premiações e honrarias alegam a coragem cívica de sua idealizadora e exaltam a qualidade de suas crônicas, embora elas se caracterizem, na verdade, por uma descrição pouco sutil da situação cubana, num tom catastrofista, sem qualquer nuance. Em sua prosa simplista, Cuba não passa de uma “imensa prisão com muros ideológicos”, onde se ouvem os “gritos do déspota” e as pessoas vivem entre “o desencanto e a asfixia econômica”, por culpa exclusiva do governo. Não há programas sociais bem-sucedidos, mesmo que eles sejam reconhecidos até pelo Banco Mundial, assim como não há fatores externos que agravam as dificuldades do país – exatamente como no diagnóstico maniqueísta da extrema-direita de Miami. Apesar de tudo, após se casar com um alemão e se estabelecer na Suíça entre 2002 e 2004, Yoani Sánchez não só decidiu voltar espontaneamente a esse inferno que descreve com tintas carregadas, como implorou ao governo cubano que anulasse a sua condição de emigrada (8).
Definitivamente, não estamos diante de uma amadora que resolveu despretensiosamente escrever sobre sua rotina e a de seu país, como ela é descrita pela mídia dominante.
NOTAS
(1) Diversas auditorias pedidas por congressistas concluíram que havia desvio e corrupção envolvendo esse dinheiro, mas a "ajuda" continuou, a pedido dos próprios dissidentes, como Elizárdo Sánchez e Martha Beatriz Roque.
(2) José Pertierra. La guerra contra Cuba: Nuevos presupuestos y la misma premisa. CubaDebate, 02/04/2010. http://www.cubadebate.cu/opinion/2010/04/02/guerra-eeuu-contra-cuba-nuevos-presupuestos-misma-premisa/.
(3) Norelys Morales Aguilera. Si los blogs son terapéuticos ¿Quién paga la terapia de Yoani Sánchez?. La República , 13/08/2009. http://larepublica.es/firmas/blogs/index.php/norelys/main-32/?paged=3.
(4) Pascual Serrano. Yoani en el país de las paradojas. Blog Pessoal, 19/01/2010. http://blogs.publico.es/dominiopublico/1781/yoani-en-el-pais-de-las-paradojas/.
(5) Salim Lamrani. Cuba y la “ciberdisidencia”. Cubadebate, 26/11/2009. http://www.cubadebate.cu/opinion/2009/11/26/cuba-y-ciberdisidencia/.
(6) Repórter desmascara blogueira cubana Yoani Sánchez em entrevista. Portal Vermelho, 25/04/2010. http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=128182&id_secao=7.
(7) Ver http://www.alexa.com/siteinfo/desdecuba.com. O jornalista espanhol Pascual Serrano solicitou a amigos de Havana que tentassem acessar o blog de Yoani Sánchez no mesmo horário. De cinco diferentes computadores, alguns residenciais, outros públicos, usando diferentes provedores, quatro entraram na página sem problema. Pascual Serrano. El blog censurado en Cuba. Rebelión, 26/03/2008. http://www.rebelion.org/noticia.php?id=65134.
(8) Ela contou em seu blog que se surpreendeu com a existência, no serviço de imigração, de fila de pessoas que retornam a Cuba após terem pedido para sair.
*Hideyo Saito -O autor é jornalista com passagem pela Rádio Havana. Tem prontos os originais de um livro sobre a atualidade cubana, produzido em colaboração com Antonio Gabriel Haddad, com o título provisório de “Cuba sem bloqueio: a revolução cubana sem as manipulações impostas pela mídia dominante”.
Tomado de Kaosenlared
Silvio Rodríguez encantó a su fanaticada boricua
Por Mariala Fullana
Habían pasado 13 años desde la cita anterior. Pero él recordaba y ellos, ciertamente, también. El cantautor cubano Silvio Rodríguez se reencontró ayer a las 4:30 de la tarde con el público puertorriqueño en el concierto que ofreció en el Coliseo de Puerto Rico en Hato Rey. Bastó que saliera para que el cariño de los boricuas hacia el intérprete se hiciera sentir al ovacionarlo por varios minutos.
Silvio Rodríguez inició su concierto con el tema En el claro de la luna, dejando “claro” desde el inicio que su calidad vocal sigue impecable, al igual que sus dedos, con los que le da vida a su guitarra.
“Buenas tardes, buenas tardes. Estamos muy agradecidos porque hayan dedicado un rato de sus vidas por estar con nosotros, muchas gracias por estar”, comunicó, quien recordó esos 13 años de ausencia de Puerto Rico.
“Debuté un martes 13 y no me ha ido tan mal a la verdad”, señaló para continuar con El papalote y darle la bienvenida a “la gente de mi tierra”. Le siguieron Cassiopea y Carta a Violeta Parra.
La primera canción que cantó el público, que llenó la versión reducida del Coliseo de Puerto Rico, fue El necio. Esta canción fue una de varias de las 24 melodías que vocalizó el artista, que fue bien recibida por los asistentes.
Aunque el concierto contó con personas de diversas edades, los jóvenes se hicieron sentir, sobre todo los estudiantes de la Universidad de Puerto Rico que gritaron consignas durante el evento como “Que vivan los estudiantes” y “Qué viva la UPR”, y que, además, mostraron una pancarta que decía “La educación es pública”. A ellos, Silvio Rodríguez los tuvo en cuenta al dedicarles el tema Escaramujo.
“La educación no es un negocio; entonces, esta canción se la quiero dedicar a todos esos jóvenes que se están sacrificando, y que habla, precisamente, del derecho a la enseñanza”, dijo el cantor, arrancando gritos y aplausos.
De forma similar pasó con Canción del elegido, la cual Silvio dedicó a los cinco presos políticos cubanos aprisionados en Estados Unidos.
Cuando decidió que era momento de descansar brevemente, el artista aprovechó para presentar a “dos grandes amigos”: Roy Brown y Zoraida Santiago, quienes a dúo cantaron Boricua en la luna y Oubao moin, que provocaron la exaltación patriótica en la mayoría de los presentes, entre los que se encontraban el ex gobernador Aníbal Acevedo Vilá con su esposa y su hijo menor.
De regreso al escenario, Silvio Rodríguez siguió con Cita con ángeles, Pequeña serenata diurna y Mariposas, entre otras. El plato fuerte de la noche vino con Óleo de una mujer con sombrero, Quién fuera (en la que se destacó en la flauta Niurka González) y La maza, que fue la falsa despedida.
Luego de la insistencia del público, Silvio Rodríguez entró con su banda para cantar de pie Ojalá, que los presentes cantaron casi como un himno al amor. Seguido interpretó La era está pariendo un corazón, que dedicó al actor puertorriqueño Benicio del Toro, quien se encontraba en el concierto.
De su disco nuevo escogió Demasiado, con la que dio las gracias a San Juan y se despidió. Pero a pedidos del público, el cantautor volvió para interpretar Te doy una canción, la cual dijo iba para el joven cubano Carlos Muñiz Varela, quien fue asesinado en Puerto Rico en 1979. El cierre vino con Unicornio, que fue cantada al unísono por los asistentes.
Silvio Rodríguez volvió a demostrar con esta presentación por qué sigue despertando pasiones. Y es que carga consigo el sentimiento, la pasión y las palabras para decir con poesía lo que muchos no se atreven a decir. Ojalá que la próxima cita sea más pronta que la anterior.
Habían pasado 13 años desde la cita anterior. Pero él recordaba y ellos, ciertamente, también. El cantautor cubano Silvio Rodríguez se reencontró ayer a las 4:30 de la tarde con el público puertorriqueño en el concierto que ofreció en el Coliseo de Puerto Rico en Hato Rey. Bastó que saliera para que el cariño de los boricuas hacia el intérprete se hiciera sentir al ovacionarlo por varios minutos.
Silvio Rodríguez inició su concierto con el tema En el claro de la luna, dejando “claro” desde el inicio que su calidad vocal sigue impecable, al igual que sus dedos, con los que le da vida a su guitarra.
“Buenas tardes, buenas tardes. Estamos muy agradecidos porque hayan dedicado un rato de sus vidas por estar con nosotros, muchas gracias por estar”, comunicó, quien recordó esos 13 años de ausencia de Puerto Rico.
“Debuté un martes 13 y no me ha ido tan mal a la verdad”, señaló para continuar con El papalote y darle la bienvenida a “la gente de mi tierra”. Le siguieron Cassiopea y Carta a Violeta Parra.
La primera canción que cantó el público, que llenó la versión reducida del Coliseo de Puerto Rico, fue El necio. Esta canción fue una de varias de las 24 melodías que vocalizó el artista, que fue bien recibida por los asistentes.
Aunque el concierto contó con personas de diversas edades, los jóvenes se hicieron sentir, sobre todo los estudiantes de la Universidad de Puerto Rico que gritaron consignas durante el evento como “Que vivan los estudiantes” y “Qué viva la UPR”, y que, además, mostraron una pancarta que decía “La educación es pública”. A ellos, Silvio Rodríguez los tuvo en cuenta al dedicarles el tema Escaramujo.
“La educación no es un negocio; entonces, esta canción se la quiero dedicar a todos esos jóvenes que se están sacrificando, y que habla, precisamente, del derecho a la enseñanza”, dijo el cantor, arrancando gritos y aplausos.
De forma similar pasó con Canción del elegido, la cual Silvio dedicó a los cinco presos políticos cubanos aprisionados en Estados Unidos.
Cuando decidió que era momento de descansar brevemente, el artista aprovechó para presentar a “dos grandes amigos”: Roy Brown y Zoraida Santiago, quienes a dúo cantaron Boricua en la luna y Oubao moin, que provocaron la exaltación patriótica en la mayoría de los presentes, entre los que se encontraban el ex gobernador Aníbal Acevedo Vilá con su esposa y su hijo menor.
De regreso al escenario, Silvio Rodríguez siguió con Cita con ángeles, Pequeña serenata diurna y Mariposas, entre otras. El plato fuerte de la noche vino con Óleo de una mujer con sombrero, Quién fuera (en la que se destacó en la flauta Niurka González) y La maza, que fue la falsa despedida.
Luego de la insistencia del público, Silvio Rodríguez entró con su banda para cantar de pie Ojalá, que los presentes cantaron casi como un himno al amor. Seguido interpretó La era está pariendo un corazón, que dedicó al actor puertorriqueño Benicio del Toro, quien se encontraba en el concierto.
De su disco nuevo escogió Demasiado, con la que dio las gracias a San Juan y se despidió. Pero a pedidos del público, el cantautor volvió para interpretar Te doy una canción, la cual dijo iba para el joven cubano Carlos Muñiz Varela, quien fue asesinado en Puerto Rico en 1979. El cierre vino con Unicornio, que fue cantada al unísono por los asistentes.
Silvio Rodríguez volvió a demostrar con esta presentación por qué sigue despertando pasiones. Y es que carga consigo el sentimiento, la pasión y las palabras para decir con poesía lo que muchos no se atreven a decir. Ojalá que la próxima cita sea más pronta que la anterior.
Tomado de Primera Hora
Reflexión de Fidel: El imperio y la droga
Cuando fui detenido en México por la Policía Federal de Seguridad, a la que por puro azar se le hicieron sospechosos algunos movimientos nuestros, a pesar de que los hacíamos con el máximo de cuidado para evitar el zarpazo de la mano asesina de Batista —como hizo Machado en México cuando el 10 de enero de 1929 sus agentes asesinaron a Julio Antonio Mella en la capital de ese país—, aquella pensó que se trataba de una de las organizaciones de contrabandistas que actuaban ilegalmente en la frontera de ese país pobre en sus intercambios comerciales con la poderosa potencia vecina, industrializada y rica.
No existía prácticamente en México el problema de la droga que se desató más tarde de forma abrumadora con su enorme carga de daños no sólo en ese país, sino también en el resto del continente.
Los países de Centro y Suramérica invierten incontables energías en la lucha contra la invasión del cultivo de la hoja de coca, dedicada a la producción de cocaína, una sustancia que se obtiene a través de componentes químicos muy agresivos y resulta tan dañina a la salud y a la mente humana.
Los gobiernos revolucionarios como los de la República Bolivariana de Venezuela y Bolivia se esfuerzan especialmente para frenar su avance, como lo hizo oportunamente Cuba.
Evo Morales hacía ya rato había proclamado el derecho de su pueblo a consumir té de coca, una excelente infusión tradicional de la milenaria cultura aymara-quechua. Prohibírsela es como decirles a los ingleses que no consuman el té, una sana costumbre importada por el Reino Unido desde el Asia, conquistada y colonizada por éste durante cientos de años.
"Coca no es cocaína", fue la consigna de Evo.
Es curioso que el opio, sustancia que se extrae de la amapola lo mismo que la morfina, fruto de la conquista y el coloniaje extranjero en países como Afganistán, y que es sumamente dañino consumido directamente, fuera utilizado por los colonialistas ingleses como moneda que otro país de milenaria cultura, como China, debía aceptar a la fuerza en forma de pago por los sofisticados productos que Europa recibía de China y hasta entonces pagaba con monedas de plata. Suele citarse como ejemplo de aquella injusticia en las primeras décadas del siglo XIX que "un obrero chino que se volvía adicto gastaba dos tercios de su sueldo en opio y dejaba a su familia en la miseria".
En el año 1839 el opio ya estaba al alcance de los obreros y campesinos chinos. La Reina Victoria I, del Reino Unido, impuso ese mismo año la Primera Guerra del Opio.
Comerciantes ingleses y norteamericanos con fuerte apoyo de la Corona inglesa, vieron la posibilidad de importantes intercambios y ganancias. Para esa fecha muchas de las grandes fortunas de Estados Unidos fueron basadas en aquel narcotráfico.
Hay que pedirle a la gran potencia apoyada en casi mil bases militares y siete flotas acompañadas de portaaviones nucleares y miles de aviones de combate con las cuales tiraniza al mundo, que nos explique cómo va a resolver el problema de las drogas.
Fidel Castro Ruz
Mayo 30 de 2010
3 y 36 p.m.
No existía prácticamente en México el problema de la droga que se desató más tarde de forma abrumadora con su enorme carga de daños no sólo en ese país, sino también en el resto del continente.
Los países de Centro y Suramérica invierten incontables energías en la lucha contra la invasión del cultivo de la hoja de coca, dedicada a la producción de cocaína, una sustancia que se obtiene a través de componentes químicos muy agresivos y resulta tan dañina a la salud y a la mente humana.
Los gobiernos revolucionarios como los de la República Bolivariana de Venezuela y Bolivia se esfuerzan especialmente para frenar su avance, como lo hizo oportunamente Cuba.
Evo Morales hacía ya rato había proclamado el derecho de su pueblo a consumir té de coca, una excelente infusión tradicional de la milenaria cultura aymara-quechua. Prohibírsela es como decirles a los ingleses que no consuman el té, una sana costumbre importada por el Reino Unido desde el Asia, conquistada y colonizada por éste durante cientos de años.
"Coca no es cocaína", fue la consigna de Evo.
Es curioso que el opio, sustancia que se extrae de la amapola lo mismo que la morfina, fruto de la conquista y el coloniaje extranjero en países como Afganistán, y que es sumamente dañino consumido directamente, fuera utilizado por los colonialistas ingleses como moneda que otro país de milenaria cultura, como China, debía aceptar a la fuerza en forma de pago por los sofisticados productos que Europa recibía de China y hasta entonces pagaba con monedas de plata. Suele citarse como ejemplo de aquella injusticia en las primeras décadas del siglo XIX que "un obrero chino que se volvía adicto gastaba dos tercios de su sueldo en opio y dejaba a su familia en la miseria".
En el año 1839 el opio ya estaba al alcance de los obreros y campesinos chinos. La Reina Victoria I, del Reino Unido, impuso ese mismo año la Primera Guerra del Opio.
Comerciantes ingleses y norteamericanos con fuerte apoyo de la Corona inglesa, vieron la posibilidad de importantes intercambios y ganancias. Para esa fecha muchas de las grandes fortunas de Estados Unidos fueron basadas en aquel narcotráfico.
Hay que pedirle a la gran potencia apoyada en casi mil bases militares y siete flotas acompañadas de portaaviones nucleares y miles de aviones de combate con las cuales tiraniza al mundo, que nos explique cómo va a resolver el problema de las drogas.
Fidel Castro Ruz
Mayo 30 de 2010
3 y 36 p.m.
domingo, 30 de mayo de 2010
Siempre he mirado a la revolución con esperanza
Aquí su música es bandera para quienes favorecen la independencia, aunque hay quienes opinan que a la Isla se le fue el tren... ¿Qué piensa?
Ser independiente siempre tiene un gran significado. Admito que lo veo desde afuera, desde mi realidad y desde la historia que une a cubanos y a puertorriqueños desde el siglo XIX... Por eso creo que, al menos públicamente, no me corresponde intervenir en esa discusión, que es de ustedes.
Una segunda cita, hace pensar en una segunda oportunidad, en una segunda mirada... ¿Qué relación tiene el título del disco con el modo en que mira ahora la revolución cubana?
Siempre he mirado a la revolución con esperanza. El hecho de desear una segunda oportunidad a nuestros ángeles de la guarda lo demuestra. Creo que debemos rectificar errores. Eso no quiere decir que claudiquemos, sino que seamos mejores para poder seguir adelante.
¿Se arrepiente de algo?
Me arrepiento de no haber estudiado más. Me arrepiento de haber fumado y bebido (de más) durante mucho tiempo. Me arrepiento de no haber hecho más deportes.
En la canción “Segunda cita” habla de un deseo de volver al “punto naciente de aquella ofensiva”... ¿Hay algo que pueda corregirse?
Siempre se pueden rectificar cosas. Sólo hace falta comprender y tener voluntad.
Proclama que son tiempos de evolución y no de revolución... ¿por qué?
Porque las revoluciones son eventos circunstanciales y la evolución debe ser constante.
Algunas de sus canciones más políticas han sido celebradas como románticas... ¿le simpatizan esas lecturas o confusiones?
Cuántos besos no habrán ocurrido en las noches de huelga, entre los jóvenes universitarios. Ahora mismo seguro hacen canciones donde sentimientos e ideales son una misma cosa.
Lo han reconocido el año pasado, junto a Ernesto Lecuona, como el mejor compositor del siglo en Cuba... ¿Para qué sirven los honores?
Me acabo de enterar por usted. Mire, pues, qué servicio.
› Tomado de elnuevodia.com
Ser independiente siempre tiene un gran significado. Admito que lo veo desde afuera, desde mi realidad y desde la historia que une a cubanos y a puertorriqueños desde el siglo XIX... Por eso creo que, al menos públicamente, no me corresponde intervenir en esa discusión, que es de ustedes.
Una segunda cita, hace pensar en una segunda oportunidad, en una segunda mirada... ¿Qué relación tiene el título del disco con el modo en que mira ahora la revolución cubana?
Siempre he mirado a la revolución con esperanza. El hecho de desear una segunda oportunidad a nuestros ángeles de la guarda lo demuestra. Creo que debemos rectificar errores. Eso no quiere decir que claudiquemos, sino que seamos mejores para poder seguir adelante.
¿Se arrepiente de algo?
Me arrepiento de no haber estudiado más. Me arrepiento de haber fumado y bebido (de más) durante mucho tiempo. Me arrepiento de no haber hecho más deportes.
En la canción “Segunda cita” habla de un deseo de volver al “punto naciente de aquella ofensiva”... ¿Hay algo que pueda corregirse?
Siempre se pueden rectificar cosas. Sólo hace falta comprender y tener voluntad.
Proclama que son tiempos de evolución y no de revolución... ¿por qué?
Porque las revoluciones son eventos circunstanciales y la evolución debe ser constante.
Algunas de sus canciones más políticas han sido celebradas como románticas... ¿le simpatizan esas lecturas o confusiones?
Cuántos besos no habrán ocurrido en las noches de huelga, entre los jóvenes universitarios. Ahora mismo seguro hacen canciones donde sentimientos e ideales son una misma cosa.
Lo han reconocido el año pasado, junto a Ernesto Lecuona, como el mejor compositor del siglo en Cuba... ¿Para qué sirven los honores?
Me acabo de enterar por usted. Mire, pues, qué servicio.
› Tomado de elnuevodia.com
Documentos desclasificados del FBI vinculan a Posada Carriles y EEUU con los atentados del 97 en Cuba
El oficial del FBI George Kiszynski que Luis Posada Carriles designó como un “muy buen amigo” en su entrevista con el New York Times, investigó los atentados que este terrorista internacional confesó haber provocado en La Habana, en 1997, según confirma un informe oficial de la policía federal norteamericana desclasificado el 18 de mayo.
El documento de tres páginas ha sido depositado como un elemento más de evidencia, ante el tribunal de El Paso que debe proceder - en una fecha por determinar - a juzgar Posada por varios cargos.
Fechadas del 13 de noviembre 1998, las dos primeras páginas del documento desclasificado reportan como el 17 de junio anterior “un examen en el terreno de cuatro detonadores eléctricos ha sido realizado en La Habana, Cuba” y prosigue dando las “especificaciones de los especímenes examinados”, cuatro detonadores de marca DuPont y de fabricación estadounidense.
La tercera página – una carta dirigida explícitamente al jefe del FBI de Miami - se refiere a tres muestras de explosivos examinadas, precisando que los resultados de su análisis vienen como piezas adjuntas. Justo después del último párrafo, aparece enigmáticamente, escrito a mano, el apellido KISZYNSKI.› Leer Más
El documento de tres páginas ha sido depositado como un elemento más de evidencia, ante el tribunal de El Paso que debe proceder - en una fecha por determinar - a juzgar Posada por varios cargos.
Fechadas del 13 de noviembre 1998, las dos primeras páginas del documento desclasificado reportan como el 17 de junio anterior “un examen en el terreno de cuatro detonadores eléctricos ha sido realizado en La Habana, Cuba” y prosigue dando las “especificaciones de los especímenes examinados”, cuatro detonadores de marca DuPont y de fabricación estadounidense.
La tercera página – una carta dirigida explícitamente al jefe del FBI de Miami - se refiere a tres muestras de explosivos examinadas, precisando que los resultados de su análisis vienen como piezas adjuntas. Justo después del último párrafo, aparece enigmáticamente, escrito a mano, el apellido KISZYNSKI.› Leer Más
viernes, 28 de mayo de 2010
Yoani Sánchez y el beneficio de la duda
Por Ernesto Pérez CastilloPues sí, aquí esta el texto anunciado –que no haré como Hernández Bushto, que prometió una crónica en tres partes sobre su affaire texano, y solo a regañadientes ha publicado dos tercios en los que no suelta prenda, y todavía tiene a sus fanes esperando la tercera parte que nunca llegó, y aun conservan ellos la esperanza de que alguna vez diga, por fin, finalmente, qué rayos sucedió allí, cosa que quizás nunca jamás de los jamases pueda hacer porque tal vez el asunto todo sea top secret y de eso… ¡no se habla!
En fin, yendo al grano –léase: a los frijoles, a las lentejas, a las judías, o a cualquier otro grano pero nunca al arroz, que ya la súper blodeguera avisó al mundo que el arroz en nuestra Isla se acabó–, resulta que en su último post –corrección: en su post más reciente, no sea que eso de “último post” ella se vaya a tomar como una agresión– la Yoani anuncia que: “El edificio donde vivo acaba de cumplir 25 años”…
Eso en sí mismo no es información relevante, sin embargo da un giro sorpresivo cuando unas líneas más abajo ella declara: “Cuando los primeros inquilinos se mudaron aquí —después de siete años de poner ladrillos y palear cemento— nos sentíamos los últimos beneficiados de un proyecto urbanístico que terminó cuando se desmembró el campo socialista”.
Si tamaña afirmación se lee con detenimiento, y se sacan unas pocas cuentas, enseguida se advierte que algo huele mal en Dinamarca… Es el caso que, según esas líneas, ese “nos sentíamos” la ubica en el edificio de marras desde ¡¡¡25 años atrás, en el año 1985!!!
Pero es que Yoani María Sánchez Cordero, hija de William y María Eumelia, con número de identidad permanente 75090424130 –según consta en su carnet que ha tenido a bien colgar en su blog personal, que es totalmente visible y sin ninguna censura en Cuba–, nació en el año 1975, así que para cuando se inauguró el tal edificio, 1985, y “los primeros inquilinos se mudaron”, ella tendría ni más ni menos que diez años de edad, estudiaría en el cuarto grado, y es poco probable que viviera desde entonces allí, junto a quien hoy es su esposo, Reinaldo Escobar, pero en modo alguno lo sería desde fecha tan lejana... porque si algo es poco probable o demostrable es que Yoani viviera con Reinaldo, en ese apartamento, desde los 10 años de edad… ¿o no?
Por tanto, ese “nos” no le corresponde… a no ser que Yoani se haya enfariñado, haya contraído una fuerte fariñitis, y esté usando la tercera persona del plural a diestra y requetediestra, sin ningún cuidado, tal y como la mal usa Fariñas –la tercera persona del plural, aclaro, que Fariñas ni usa ni abusa de Yoani, que quienes usan a Yoani son solo sus amiguitos del más allá– y tal como el insigne huelguista, le esté dando por usar un “nos” y un “nosotros” que a todas luces le viene en sobre talla.
A diez de últimas, Yoani Sánchez deberá volver sobre sus notas de clases de cuando estudió Filología, o hacer memoria de sus tiempos de editora en Gente Nueva, y antes de publicar sus textos pudiera echarles una miradita, para que por lo menos ese tipo de disparates no se le escapen, que no es para que publique ese tipo de disparates que le pagan tanto.
Lo grave en verdad de ese dislate es que en él se cebarán aquellos que maliciosamente afirman que no es Yoani quien escribe, sino que quien escribe en su lugar no es otro que su esposo Reinaldo Escobar, y dirán que este disparate, este ubicarse viviendo con Reinaldo cuando aun siquiera ni lo conocía, confirma las sospechas, pues entonces él sí vivía ahí, y fue él quien por tanto escribió el “nos” y el texto en cuestión, como otros muchos anteriores, y por vagancia o por entretenimiento no se dio cuenta del error que cometía al poner en blanco y negro ese “nos sentíamos”.
Pero yo no, yo no llegaré a tanto. Yo concederé por ahora a Yoani Sánchez, ante este disparatado “nos”, el beneficio de la duda, aunque sean muchos ya sus beneficios, y tremendas las dudas que suscita.
Por tanto, ese “nos” no le corresponde… a no ser que Yoani se haya enfariñado, haya contraído una fuerte fariñitis, y esté usando la tercera persona del plural a diestra y requetediestra, sin ningún cuidado, tal y como la mal usa Fariñas –la tercera persona del plural, aclaro, que Fariñas ni usa ni abusa de Yoani, que quienes usan a Yoani son solo sus amiguitos del más allá– y tal como el insigne huelguista, le esté dando por usar un “nos” y un “nosotros” que a todas luces le viene en sobre talla.
A diez de últimas, Yoani Sánchez deberá volver sobre sus notas de clases de cuando estudió Filología, o hacer memoria de sus tiempos de editora en Gente Nueva, y antes de publicar sus textos pudiera echarles una miradita, para que por lo menos ese tipo de disparates no se le escapen, que no es para que publique ese tipo de disparates que le pagan tanto.
Lo grave en verdad de ese dislate es que en él se cebarán aquellos que maliciosamente afirman que no es Yoani quien escribe, sino que quien escribe en su lugar no es otro que su esposo Reinaldo Escobar, y dirán que este disparate, este ubicarse viviendo con Reinaldo cuando aun siquiera ni lo conocía, confirma las sospechas, pues entonces él sí vivía ahí, y fue él quien por tanto escribió el “nos” y el texto en cuestión, como otros muchos anteriores, y por vagancia o por entretenimiento no se dio cuenta del error que cometía al poner en blanco y negro ese “nos sentíamos”.
Pero yo no, yo no llegaré a tanto. Yo concederé por ahora a Yoani Sánchez, ante este disparatado “nos”, el beneficio de la duda, aunque sean muchos ya sus beneficios, y tremendas las dudas que suscita.
Oliver Stone defiende derecho de norteamericanos a conocer Latinoamérica
Caracas, 28 may (PL) El cineasta estadounidense Oliver Stone afirmó hoy que su documental Al sur de la frontera intenta presentar al público norteamericano otra versión de una región que busca cambios, mejora económica y lucha contra la pobreza.En rueda de prensa previa a la presentación del filme en Venezuela, Stone indicó que con entrevistas a varios presidentes latinoamericanos ofrece la oportunidad de conocer a políticos electos presentados como dictadores por la prensa estadounidense.
El documental incluye entrevistas a los dignatarios de Venezuela, Hugo Chávez; de Cuba, Raúl Castro; de Bolivia, Evo Morales; de Ecuador, Rafael Correa; de Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva; de Argentina, Cristina Fernández y de Paraguay, Fernando Lugo.
Interrogado sobre la razón del tratamiento dado a estos líderes por la prensa de su país, Stone afirmó que representan a una región que busca cambio, mejoramiento económico y lucha contra la pobreza.
Esos proyectos, subrayó, chocan con el enfoque de Estados Unidos como dueño de los recursos de la región y con el derecho a instalar bases militares como resultado de una paranoia creciente.
Al respecto apuntó que actualmente trabaja en el proyecto La Historia secreta de Estados Unidos, en el cual aborda esa paranoia que crece desde 1945 siempre en la búsqueda de un enemigo.
En relación con la difusión que tendrá en su país Al sur de la frontera, explicó que aunque cuenta con una buena distribuidora como Cinema Libre Studio, normalmente los filmes relacionados con América Latina no provocan mucha atracción.
El documental fue exhibido por primera vez en septiembre de 2009 en el Festival Internacional de Venecia y el próximo mes se presentará en Estados Unidos (Nueva York y Los Ángeles)
A una pregunta sobre por qué no entrevistó a opositores, Stone aclaró que trató de presentar al público norteamericano un retrato diferente de personas como Chávez, al cual no tiene acceso.
El presidente venezolano, dijo, es demonizado por la prensa, y visto como monstruo y una pesadilla. Ya en Estados Unidos se conoce la visión de la oposición porque la han escuchado mil y una veces, puntualizó.
Ante la solicitud de precisiones sobre opiniones críticas al cine estadounidense, Stone aclaró que no criticó a ningún director en particular sino a películas que promueven a Estados Unidos como centro del mundo y no parte de un mundo global.
Piedad Córdoba: "Si se equivocan con Cuba, allá iremos los colombianos a defenderla"
Bogotá, 28 may (PL) La senadora colombiana por el Partido Liberal Piedad Córdoba aseguró que Cuba no esta sola, pues son muchos lo que en el mundo la aman, respetan y admiran.En un emotivo acto celebrado anoche en la Universidad Autónoma de Bogotá organizado por los grupos de solidaridad con la mayor de las Antillas, Córdoba destacó la resistencia del pueblo y gobierno de la isla frente a las nuevas amenazas lanzadas desde Washington y los centros de poder de derecha.
Lo que le pase a Cuba nos pasa a los demás, pues la nación caribeña es el faro, la bandera de la libertad para los pueblos de América Latina y el mundo, expresó.
La senadora advirtió que la derecha en el continente se está reuniendo y organizando contra los cambios, aspiraciones y esperanzas de los pueblos, por lo que llamó a cerrar fila en defensa del proceso revolucionario de la isla, ejemplo dijo- de humanismo.
Si se equivocan con Cuba, allá iremos los colombianos a defenderla, enfatizó.
Córdoba afirmó que ella milita en la causa del socialismo, no para que la vean, si no porque cree en la justicia para los pueblos.
Yo sueño con una patria distinta para mi país, agregó tras denunciar los crímenes cometidos por el actual gobierno nacional, como las ejecuciones extrajudiciales, las persecuciones políticas y campañas de desprestigios contra muchos colombianos, los seguimientos y espionajes ilegales, entre otros.
Asimismo criticó el doble rasero de quienes osan cuestionar el proceso humanista de la isla, pues jamás se han levantado contra las violaciones de los derechos humanos de millones de personas en el mundo, ni se han expresado por la liberación de cinco antiterroristas cubanos presos en Estados Unidos.
Cuba en medio de tantas dificultades, recordó, siempre ha estado dispuesta a llevar su solidaridad y esperanza a todos los rincones del planeta; los ejemplos son incontables, acotó.
Cuba no está sola
Por Miguel BonassoLa reacción tenía que venir y vino. Desde fines del 2008, Cuba venía cosechando una serie de éxitos políticos y diplomáticos que tendían a romper el aislamiento a que la viene sometiendo Washington, desde el inicio mismo de la Revolución. Para los ideólogos del bloqueo, estos avances debían ser contrarrestados por una movida mediática en vasta escala, que si bien se inscribe en los lineamientos generales del sitio medieval impuesto a la Isla hace medio siglo, tiene características especiales por una circunstancia lamentada por las autoridades cubanas, que es la muerte del preso común Orlando Zapata Tamayo, convertido en "disidente" y mártir político por los grandes trusts de la comunicación.
Hechos al canto:
1. El 14 de noviembre del 2008, en la XXVII Reunión del Grupo de Río, celebrada en la ciudad mexicana de Zacatecas, Cuba fue incorporada como miembro pleno del citado Grupo.
2. El 3 de junio del 2009, la XXXIX Asamblea de la OEA, reunida en Honduras, dejó sin efecto, por aclamación, la resolución por la que se había expulsado a Cuba del organismo en aquella reunión célebre de Punta del Este, llevada a cabo en 1962. La OEA solicitó además el reingreso de Cuba.
3. Desde principios del 2009 hasta el presente, doce presidentes latinoamericanos efectuaron visitas de estado a La Habana: Martín Torrijos (Panamá); Rafael Correa (Ecuador); Cristina Fernández de Kirchner (Argentina); Michelle Bachelet (Chile); Álvaro Colom (Guatemala); Raúl Leonel Fernández (República Dominicana); Fernando Lugo (Paraguay); Daniel Ortega (Nicaragua); Evo Morales Ayma (Bolivia); Hugo Chávez (Venezuela); Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) y el luego derrocado presidente de Honduras, José Manuel Zelaya.
4. El 28 de octubre del 2009 la Asamblea General de la ONU volvió a votar, por mayoría récord, una resolución contra el embargo (bloqueo) impuesto por Estados Unidos a Cuba. El resultado es concluyente: 187 países a favor de la resolución; tres en contra: Estados Unidos, Israel y Palau; dos abstenciones: las Islas Marshall y los Estados Federados de Micronesia y ninguna ausencia.
Demasiados logros trascendentes para dejarlos pasar sin intentar contrarrestarlos con una campaña sucia, tendiente a presentar a Cuba como un país siniestro que tortura, asesina o deja morir a los prisioneros políticos. La ocasión se les presentó con la muerte del preso Orlando Zapata Tamayo, sentenciado por delitos comunes. Zapata Tamayo había iniciado una huelga de hambre reclamando cocina y teléfonos propios en su celda y, a pesar de los cuidados que le prodigaron en los mejores hospitales de Cuba, contrajo una neumonía y murió.
No tengo dudas de que médicos y médicas, enfermeros y enfermeras, hicieron lo imposible para salvarle la vida. Conozco de manera personal y directa la entrega de los médicos cubanos a su tarea humanitaria y no le encuentro parangón con ninguna otra en el mundo. No es casual que mientras se producía la muerte de Zapata Tamayo, lamentada por el propio Raúl Castro, cientos de médicos cubanos salvaban vidas en Haití. Algo que han hecho durante décadas en los escenarios más dramáticos de Asia, África y América Latina, sin esperar otra recompensa que el reconocimiento de los condenados de la Tierra.
Así ocurrió con el gran terremoto de Paquistán, donde fui testigo directo de un hecho conmovedor: el propio Fidel Castro organizando y dirigiendo la misión humanitaria, que se quedó en las heladas montañas, cuando ya se habían marchado todas las organizaciones occidentales de ayuda, hasta alcanzar un récord sin precedente para un país sin recursos: la atención de 300 000 paquistaníes en apenas cuatro meses.
Ninguno de estos honrosos antecedentes fue tenido en cuenta por el Parlamento Europeo, cuando el 11 de marzo pasado condenó a Cuba por "la muerte evitable y cruel del disidente preso político Orlando Zapata Tamayo". Mal debe andar la democracia europea cuando los eurodiputados violan el principio de no intervención y autodeterminación de los pueblos, instando a las instituciones europeas "a que den apoyo incondicional y alienten sin reservas el inicio de un proceso pacífico de transición política hacia una democracia pluripartidista en Cuba". Un llamamiento directo a que las embajadas europeas en La Habana financien y solapen toda clase de actividades subversivas contra el Gobierno cubano.
Una vez más los socios europeos de Estados Unidos le han hecho la tarea sucia. Así como proclamaron la "Posición Común" contra La Habana, cuando Washington lanzaba la ley Helms-Burton, ahora se pusieron a la cabeza de la propaganda anticubana, para que "la mano que mueve la cuna" permanezca en la sombra.
Como se sabe por algunos viejos documentos norteamericanos, parcialmente desclasificados en los 90, Washington se ha propuesto desde hace medio siglo fabricar y financiar una oposición, de manera encubierta, sin dar la cara. Así fue ordenado por el entonces presidente Dwight Eisenhower en 1960: "es preciso mantener oculta la mano de Estados Unidos".
El documento de Estrasburgo sirve a esos fines y ratifica la añeja complicidad entre Europa y Estados Unidos. Las viejas potencias, que mantienen enclaves coloniales como las Malvinas, no vacilan en predicar moral con la bragueta abierta. No solo se negaron a condenar los crímenes de lesa humanidad perpetrados contra Iraq y Afganistán, que ya han causado un millón de muertos, o las torturas y vejámenes comprobados en las cárceles de Abu Grahib y la Base de Guantánamo, sino que también han prestado sus propios territorios —como lo hizo Suecia— para vuelos secretos de la CIA en que llevaban personas secuestradas. Tampoco la Eurocámara condenó el sangriento golpe de Estado en Honduras, que ya ha costado más de 300 vidas, o el hecho inadmisible de que Cinco cubanos, que luchaban contra el terrorismo, sigan presos en Estados Unidos, mientras el gobierno norteamericano mantiene en la impunidad al tenebroso Luis Posada Carriles, autor del atentado terrorista contra el avión de Cubana de Aviación.
La clase política y los grandes medios de Europa (con escasas excepciones) han mantenido y aumentado su prédica anticubana hasta este momento; es bueno que tomen nota de una determinación común de las grandes mayorías de América Latina: Cuba no está sola, porque en buena medida todos los latinoamericanos somos Cuba.
Sabina: "Europa es una vieja dama menopaúsica y enjoyada"
Quito, 27 may (EFE).- El cantante español Joaquín Sabina, que llegó a Quito dentro de su gira "Vinagre y Rosas", consideró hoy que Europa "está muy aburrida" y, en el lenguaje poético que le caracteriza, consideró que el continente "es una vieja dama menopaúsica y enjoyada".No obstante, se mostró "preocupadísimo" por la situación de crisis económica que vive la región, en especial España.
Consideró que "Vinagre y Rosas" es el disco "más literario" de su carrera, además por la colaboración de Prado, porque, en el último tiempo, se toma "más copas con poetas que con músicos".
"Cada vez creo que la palabra se maltrata más en las letras de las canciones y, si en algo tuviera yo que aportar a este género, sería tratar a las palabras como si fueran gardenias", explicó.
El encuentro con la prensa local fue después de ser nombrado huésped ilustre del Municipio de Quito, una ciudad "gran desconocida para muchos", con la que, según dijo, tuvo una "especie de flechazo desde el primer día", al recordarle sus "callejuelas recoletas" al "sabor" de su tierra natal, Andalucía.
Adelantó que "es probable" que colabore en los próximos meses con la banda portorriqueña de hip hop "Calle 13" y así convertirse en "un impostor", al mezclarse con gente que está "lejos de sus canciones".
"Ojalá salga algo", deseó a pesar de que calificó el estilo musical en el que se mueven los portorriqueños como "un terreno horrible".
"El rap y el hip hop son un medio fantástico para recuperar la rima de la lengua castellana, para protestar y para vomitar, pero lo están haciendo, todo el mundo, con muchas faltas de ortografía", opinó.
Haití, duele

Por Miguel Barnet
Llevé, como todo buen viajero, la cámara fotográfica digital, la que hizo posible que reuniera todas las imágenes que quise. Quería en la pequeña Olympus llevarme el alma de Haití, pues como creen los llamados pueblos originarios, es decir nuestros indígenas, cuando uno toma una foto de alguien se apropia de su alma.
No hizo falta sin embargo, que tomara demasiadas fotografías. El alma del pueblo haitiano, a diferencia de la de otros pueblos está a flor de piel. Y eso lo pude comprobar en los siete días que estuve en la tierra de Toussaint Louverture de Jacques Roumain y de Erzulí.
Ya Martha Jean – Claude me lo había anunciado cuando años atrás me invitó a que yo visitara su tierra de origen porque ella misma se definió como la mujer entre dos Islas, Haití y Cuba. Aunque su Patria grande fue el Caribe y mucho más grande aún toda América.
Gracias a la Fundación que lleva su nombre y que su hijo creó a la muerte de la cantante haitiana pude finalmente visitar lo que Alejo Carpentier llamó El Reino de este Mundo. Cuba le debe a la población de Saint Domingue, luego Haití, mucho del favorecido destino de su economía. Gracias a la cultura del café en el siglo XIX y también de la azúcar en el XX. Somos deudores de hornadas de haitianos que se establecieron en los cafetales de la antigua provincia de Oriente, en los centrales y bateyes azucareros, un poco más tarde en las zonas camagüeyanas como Esmeralda, Ciego de Ávila y otras. La Tumba Francesa, el vodú enraizado en Cuba, la fiesta del Gagá y el Zombie haitiano poseído por legiones de loas y presente como una sombra en campos de caña y bateyes, son parte esencial del imaginario cubano y de nuestro olimpo hagiográfico.
Por todo eso y porque El Reino de este Mundo se entronca indisolublemente y en ceñida dualidad en una metáfora de Mackandal y El Cimarrón, acaricié un sueño de peregrinaje peripatético hacia la tierra en que se libró la primera batalla por la abolición de los esclavos y la liberación de América Latina del yugo colonial; y también porque a solo pocas millas de Cuba, Haití por circunstancias políticas, fue para los cubanos como un espejismo de insalvable lejanía. Pero llegué y toqué con mis manos el alma haitiana, dolorida y noble, delicada y jovial. Un alma expuesta a todas las contingencias y avatares del más profundo dramatismo.
Recorrí con el párpado abierto, como diría el poeta, cada rincón del país cuya hazaña épica tanto alentó a Simón Bolívar. Tuve que armarme de un coraje insospechado y hacer de tripas corazón frente al más desolador de los espectáculos humanos. Haití pese a la miseria que vive la mayor parte de su pueblo es un país deslumbrante de color y un muestrario de artistas plásticos excepcionales, de un empirismo naif que se debe al prodigio de un talento y a unas manos que sólo pueden compararse a la de los indígenas del continente, pienso sobre todo en mexicanos, peruanos y bolivianos herederos de una tradición artística y artesanal única. Pero además de eso, Haití es un bello país montañoso, de montañas azules atravesadas por nubes cargadas de agua y pájaros de alas enormes que semejan a áuras tiñosas; y quizás lo son.
Los ríos haitianos parecen salidos de los versos del “Retorno al país natal” de Aimé Cesarie; son ríos grandes y caudalosos, y de un zumbido grave como el de un contrabajo.
Pero casi nadie repara en eso porque en Haití el ser humano desborda el paisaje. Es como si el mundo entero se agolpara allí. Es tanta la aglomeración humana en las calles, en los mercados, en los parques, que nadie piensa que en Haití pueda existir un paraíso del tal belleza. Puerto Príncipe y Petionville con sus casas de madera y su Palacio Presidencial, con su Catedral y su Parque Central con sus venduteros y sus artesanos. Jacmel, frente al mar convertida en un abigarrado y gigante zoco caribeño, con sus hoteles de pilotes y sus colinas leves… Ya casi nada de eso existe hoy. La tierra se abrió con un gran tajazo en el corazón haitiano, ya todo es tragedia y vacío. Ya Mackandal no silba entre los árboles coposos, ya el Erzulí calló hundida en las aguas sangrantes de los ríos. Pero Haití se levantará de su caída, ¿Qué hacer? Pues carpas y más carpas aunque cuando vengan las lluvias torrenciales y con los ciclones ellas desaparezcan. Dar limosnas a cientos de miles de hombres y mujeres cuando lo que necesitan verdaderamente es fuente de trabajo y no un mendrugo.
Orar, pero más que orar, llevar medicinas y médicos como ha hecho Cuba y no aviones militares cargados de armas. Trocar los cascos azules de la Minustha por toneladas de víveres para alimentar a los desnutridos de las calles de tierra y los barrios marginales. Y no para reprimirlos y azotarlos como en época de la esclavitud.
Duele Haití, ¿Qué poema hacer que no sea una ofensa?, ¿Qué canción cantar que no hiera el oído de nadie? ¿Qué himno entonar para mitigar tanta desgracia acumulada?
Duele Haití, porque es víctima, además, de un show mediático del más espúreo filantropismo. Haití es hoy el más triste y doloroso ejemplo de abandono y olvido histórico. Duele Haití, porque los reyes magos de los organismos multilaterales han llegado tarde. Y las campanas del pueblo se quedaron sordas y en la noche apagada lo único que se ve en la distancia es la inmensa cicatriz de una herida que no se ha cerrado. Duele Haití, porque los tambores Dambala y los loas esperan en hileras a las puertas del arcano la reconquista de sus reinos.
Duele Haití, porque es un trozo de nuestra piel, un sístole del corazón. Duele Haití, porque el alma no espera y lo esencial es que la vida valga la pena y que la solidaridad no sea una palabra gastada.
Duele Haití, porque los ojos de las niñas y los niños que con ternura miraban al lente de mi cámara digital revelen ahora más que nunca y a flor de piel su dolor y ya no sé si son ojos de niños o de ocas.
Pero porque Haití duele levantemos una muralla de manos que curen las llagas de la tristeza y que saquen de la sombra y de los escombros a un pueblo que hace más de doscientos años encendió la llama de la libertad para todo el continente. Una muralla contra la mentira y el escarnio, una muralla que se abra sólo al corazón del amigo, al ruiseñor y a la flor, a la rosa y al clavel como lo quiso Nicolás Guillén en su bello poema.
No hizo falta sin embargo, que tomara demasiadas fotografías. El alma del pueblo haitiano, a diferencia de la de otros pueblos está a flor de piel. Y eso lo pude comprobar en los siete días que estuve en la tierra de Toussaint Louverture de Jacques Roumain y de Erzulí.
Ya Martha Jean – Claude me lo había anunciado cuando años atrás me invitó a que yo visitara su tierra de origen porque ella misma se definió como la mujer entre dos Islas, Haití y Cuba. Aunque su Patria grande fue el Caribe y mucho más grande aún toda América.
Gracias a la Fundación que lleva su nombre y que su hijo creó a la muerte de la cantante haitiana pude finalmente visitar lo que Alejo Carpentier llamó El Reino de este Mundo. Cuba le debe a la población de Saint Domingue, luego Haití, mucho del favorecido destino de su economía. Gracias a la cultura del café en el siglo XIX y también de la azúcar en el XX. Somos deudores de hornadas de haitianos que se establecieron en los cafetales de la antigua provincia de Oriente, en los centrales y bateyes azucareros, un poco más tarde en las zonas camagüeyanas como Esmeralda, Ciego de Ávila y otras. La Tumba Francesa, el vodú enraizado en Cuba, la fiesta del Gagá y el Zombie haitiano poseído por legiones de loas y presente como una sombra en campos de caña y bateyes, son parte esencial del imaginario cubano y de nuestro olimpo hagiográfico.
Por todo eso y porque El Reino de este Mundo se entronca indisolublemente y en ceñida dualidad en una metáfora de Mackandal y El Cimarrón, acaricié un sueño de peregrinaje peripatético hacia la tierra en que se libró la primera batalla por la abolición de los esclavos y la liberación de América Latina del yugo colonial; y también porque a solo pocas millas de Cuba, Haití por circunstancias políticas, fue para los cubanos como un espejismo de insalvable lejanía. Pero llegué y toqué con mis manos el alma haitiana, dolorida y noble, delicada y jovial. Un alma expuesta a todas las contingencias y avatares del más profundo dramatismo.
Recorrí con el párpado abierto, como diría el poeta, cada rincón del país cuya hazaña épica tanto alentó a Simón Bolívar. Tuve que armarme de un coraje insospechado y hacer de tripas corazón frente al más desolador de los espectáculos humanos. Haití pese a la miseria que vive la mayor parte de su pueblo es un país deslumbrante de color y un muestrario de artistas plásticos excepcionales, de un empirismo naif que se debe al prodigio de un talento y a unas manos que sólo pueden compararse a la de los indígenas del continente, pienso sobre todo en mexicanos, peruanos y bolivianos herederos de una tradición artística y artesanal única. Pero además de eso, Haití es un bello país montañoso, de montañas azules atravesadas por nubes cargadas de agua y pájaros de alas enormes que semejan a áuras tiñosas; y quizás lo son.
Los ríos haitianos parecen salidos de los versos del “Retorno al país natal” de Aimé Cesarie; son ríos grandes y caudalosos, y de un zumbido grave como el de un contrabajo.
Pero casi nadie repara en eso porque en Haití el ser humano desborda el paisaje. Es como si el mundo entero se agolpara allí. Es tanta la aglomeración humana en las calles, en los mercados, en los parques, que nadie piensa que en Haití pueda existir un paraíso del tal belleza. Puerto Príncipe y Petionville con sus casas de madera y su Palacio Presidencial, con su Catedral y su Parque Central con sus venduteros y sus artesanos. Jacmel, frente al mar convertida en un abigarrado y gigante zoco caribeño, con sus hoteles de pilotes y sus colinas leves… Ya casi nada de eso existe hoy. La tierra se abrió con un gran tajazo en el corazón haitiano, ya todo es tragedia y vacío. Ya Mackandal no silba entre los árboles coposos, ya el Erzulí calló hundida en las aguas sangrantes de los ríos. Pero Haití se levantará de su caída, ¿Qué hacer? Pues carpas y más carpas aunque cuando vengan las lluvias torrenciales y con los ciclones ellas desaparezcan. Dar limosnas a cientos de miles de hombres y mujeres cuando lo que necesitan verdaderamente es fuente de trabajo y no un mendrugo.
Orar, pero más que orar, llevar medicinas y médicos como ha hecho Cuba y no aviones militares cargados de armas. Trocar los cascos azules de la Minustha por toneladas de víveres para alimentar a los desnutridos de las calles de tierra y los barrios marginales. Y no para reprimirlos y azotarlos como en época de la esclavitud.
Duele Haití, ¿Qué poema hacer que no sea una ofensa?, ¿Qué canción cantar que no hiera el oído de nadie? ¿Qué himno entonar para mitigar tanta desgracia acumulada?
Duele Haití, porque es víctima, además, de un show mediático del más espúreo filantropismo. Haití es hoy el más triste y doloroso ejemplo de abandono y olvido histórico. Duele Haití, porque los reyes magos de los organismos multilaterales han llegado tarde. Y las campanas del pueblo se quedaron sordas y en la noche apagada lo único que se ve en la distancia es la inmensa cicatriz de una herida que no se ha cerrado. Duele Haití, porque los tambores Dambala y los loas esperan en hileras a las puertas del arcano la reconquista de sus reinos.
Duele Haití, porque es un trozo de nuestra piel, un sístole del corazón. Duele Haití, porque el alma no espera y lo esencial es que la vida valga la pena y que la solidaridad no sea una palabra gastada.
Duele Haití, porque los ojos de las niñas y los niños que con ternura miraban al lente de mi cámara digital revelen ahora más que nunca y a flor de piel su dolor y ya no sé si son ojos de niños o de ocas.
Pero porque Haití duele levantemos una muralla de manos que curen las llagas de la tristeza y que saquen de la sombra y de los escombros a un pueblo que hace más de doscientos años encendió la llama de la libertad para todo el continente. Una muralla contra la mentira y el escarnio, una muralla que se abra sólo al corazón del amigo, al ruiseñor y a la flor, a la rosa y al clavel como lo quiso Nicolás Guillén en su bello poema.
Mensaje de Silvio Rodríguez a los estudiantes de Universidad de Puerto Rico
Silvio envió un mensaje de apoyo a los estudiantes universitarios, por medio del cantautor puertorriqueño Roy Brown, quien lo leyó en la actividad de cierre de la marcha convocada por la Coordinadora Nacional de Recintos Universitarios. El acto se celebró en la Plaza de Armas en el Viejo San Juan, el jueves 27 de mayo.
Frente al terrorismo y la mentira

Por Ricardo Alarcón de Quesada
Estimados colegas y amigos:
Compañeras y compañeros:
Sean bienvenidos todas y todos. Estoy seguro que este Seminario contribuirá al empeño común de construir una América nuestra verdaderamente libre e independiente con la plena realización de los ideales de Simón Bolívar y José Martí. La Alianza Bolivariana con sus logros palpables para millones en América Latina y el Caribe está indicando el camino seguro de la unión, la independencia y la justicia social.
El Seminario contará con intervenciones especiales de varias distinguidas personalidades de nuestro Continente cuya presencia nos honra especialmente. Con ellas se garantiza un debate indispensable para precisar los desafíos que encaramos en una situación internacional particularmente compleja, con peligros y amenazas, pero en la que hay también importantes oportunidades para nuestros pueblos. Definir los riesgos y ser capaces de encararlos juntos y juntos avanzar requiere sabiduría y firmeza. A ello servirá la reflexión colectiva entre todos.
Ustedes, estimados amigos, celebran este año el Bicentenario del momento glorioso en que a lo largo del Continente se proclamó el inicio de las luchas por la independencia en casi todos los países aquí representados. Para esa fecha Haití ya se había sacudido el yugo extranjero con la primera revolución antiesclavista triunfante en la historia y enfrentaba el asedio de los mayores poderes de la Tierra. Esa desdichada y heroica tierra, nuestro más cercano vecino, sufre aún las consecuencias de su hazaña, los efectos de más de dos siglos de hostilidad, agresiones y discriminación de quienes nunca le perdonaron que se atreviera a ser la primera en iniciar la lucha y la primera y solitaria nación que abolió la servidumbre humana.
Los cubanos nos regocijamos con la fiesta americana. Pero debemos recordar otro Bicentenario. No podemos olvidar que desde la independencia de las Trece Colonias norteamericanas el nuevo estado inició su expansión territorial y quiso extenderse a Cuba y las Antillas. Lo proclamó Jefferson en 1805 y lo repitió hasta su muerte marcando una obsesión norteamericana que dura ya más de dos siglos.
La pretensión de dominar a Cuba entró en una nueva fase a partir del primero de enero de 1959 cuando la Isla alcanzó su independencia real. Desde aquel día el Imperio desató una política agresiva con tres componentes inseparables - la guerra económica, el terrorismo y la propaganda mentirosa - que ha practicado sin pausa durante más de medio siglo. Desde el amanecer del año 59 facilitaron la fuga hacia el territorio norteamericano de los asesinos y torturadores batistianos que antes de escapar se robaron la casi totalidad de las reservas financieras de la República, y desde que al Norte llegaron los organizaron y les suministraron armas y explosivos y les dieron apoyo político y propagandístico.
La campaña mediática lanzada contra Cuba recientemente y a la que se han prestado algunos políticos y parlamentarios, no muchos por cierto, es, en esencia, la continuación de un empeño al que se dedican cuantiosos recursos del presupuesto federal norteamericano. A esa campaña Estados Unidos ha destinado más fondos que los entregados a América Latina como imaginaria “ayuda al desarrollo” desde los tiempos de la llamada “Alianza para el Progreso”, un embuste que ya nadie recuerda.
Pero si de algo sirven las mentiras y calumnias contra Cuba es para poner en evidencia la baja catadura moral de quienes las promueven.
Usaron como excusa la lamentable muerte de un delincuente común que decidió llevar a cabo una huelga de hambre. Por salvarle la vida se le llevó a un hospital en el cual recibió toda la atención requerida sin cobrarle un centavo a él ni a su familia. ¿En cuántos de los países desde donde se critica a Cuba se garantiza a cualquiera la atención médica gratuita? ¿Qué otro país, además de Cuba, soporta por más de cinco décadas un inhumano bloqueo económico que incluye la prohibición de acceder a medicamentos e instrumentos hospitalarios?
Algunos políticos y periodistas han estado tan ocupados repitiendo las consignas anticubanas que no pueden ver lo que ocurre ante sus propias narices. Nunca se les oyó denunciar las muertes por hambre y enfermedades curables de muchos niños y niñas que tienen la desgracia de no haber nacido en Cuba. Todavía no han dicho una palabra de protesta cuando es el Imperio que ordena y paga el que impone el ayuno por la fuerza.
¿Dónde estaban los calumniadores de Cuba cuando las fuerzas coloniales cercaron el recinto de Río Piedras de la Universidad de Puerto Rico? ¿Dijeron algo cuando les cortaron la electricidad y el agua a los jóvenes allí sitiados? ¿Protestaron cuando la policía atropelló a los familiares y a los artistas que trataban de llevarles comida y medicinas? La huelga estudiantil cumple ya más de cinco semanas y se extiende a los once recintos de la Universidad de Puerto Rico. Los que dicen defender los derechos humanos sólo cuando lo ordena el Imperio, nada hacen ante el drama de Puerto Rico, sometido aún al coloniaje en este año del Bicentenario. En nombre de la Asamblea Nacional del Poder Popular vuelvo a reclamar solidaridad con quienes libran esa hermosa batalla por la educación y la cultura.
Me veo obligado a agregar algo. Natalia Sánchez López tenía 21 años y junto a sus compañeros del recinto universitario de Mayagüez respaldaba la huelga el pasado 24 de mayo. Estaban hacinados en un local estrecho, cercados por las autoridades que les impedían recibir alimentos ni agua. Natalia se desmayó y fue llevada a un hospital en el que falleció al día siguiente. Era una muchacha alegre, feliz y defensora del medio ambiente. Ella quería vivir y hoy es una mártir puertorriqueña.
Repito su nombre: Natalia Sánchez López. Anótenlo porque de ella no hablan los tartufos tarifados de la prensa occidental ni por su muerte ha protestado el Parlamento Europeo ni ciertos colegas de este lado del Atlántico que no vale la pena mencionar.
Respeto y quiero a los corresponsales extranjeros. Comprendo sus tribulaciones. Nada fácil debe ser para una persona decente trabajar para medios que no lo son. Queda, desde luego, la opción de renunciar. Pero no se les puede pedir tal cosa a ciudadanos de países en donde lo que más crece es el desempleo.
No importa que callen los farsantes. Con la juventud puertorriqueña va su heroico pueblo y con ellos vendrá la Patria finalmente liberada.
Hablando de Puerto Rico hay que hablar del terrorismo promovido por Washington. Antes de concluir su mandato el anterior Gobernador de la Isla envió una carta al recién electo Presidente de Estados Unidos, Barack Obama. Simplemente le pedía que instruyese al FBI que dejase de obstruir el esclarecimiento de las muertes en Puerto Rico de Santiago Mari Pesquera y Carlos Muñiz Varela, dos jóvenes atacados a plena luz del día por asesinos que deambulan todavía por las calles de Miami sin ser molestados por nadie. El Licenciado Aníbal Acevedo Vilá no pidió al Presidente Obama nada extraordinario. Sólo que el FBI, la agencia que se supone esté encargada de aplicar la ley, entregase lo que posee y oculta a los tribunales para que estos puedan hacer justicia. Hasta ahora el Presidente Obama, el hombre del cambio, nada ha hecho ni ha respondido, que se sepa, al Gobernador de Puerto Rico.
Tampoco ha respondido a la solicitud venezolana para la extradición de Luis Posada Carriles ni lo somete a juicio por terrorismo como está obligado por convenios internacionales y por la resolución del Consejo de Seguridad de la ONU que Estados Unidos hizo aprobar con gran fanfarria en septiembre de 2001.
Gerardo Hernández Nordelo, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González y René González pronto cumplirán doce años de injusta prisión por haber luchado contra los terroristas anticubanos que gozan de escandalosa impunidad en Estados Unidos.
El caso de nuestros cinco compatriotas es rigurosamente silenciado por los medios informativos al servicio del Imperio. Cuando se sienten obligados a mencionarlos mienten descaradamente. La complicidad criminal entre Washington y los seudo-periodistas ha acompañado este caso desde el primer día.
El fraudulento “juicio” que se les impuso en Miami, el más largo de la historia norteamericana, fue ignorado completamente por esos medios. Pero en esa ciudad desataron una intensa campaña calumniando a los acusados y sembrando el temor entre los jurados con amenazas y provocaciones que llevaron a la Jueza a quejarse, sin resultado, desde el comienzo hasta el final de la farsa.
Ahora se sabe que esos llamados “periodistas” eran y son, en realidad, agentes asalariados del gobierno federal. Se conocen sus nombres y los muchos miles de dólares que recibieron. La organización no gubernamental que consiguió la desclasificación de la lista de los individuos involucrados sigue reclamando al Gobierno que revele también los contratos y otros datos elementales para medir el alcance de esta grave violación de la legalidad. Hasta ahora Washington se niega a hacerlo. ¿Qué más tratan de ocultar?
El próximo 15 de junio vence el plazo para presentar el recurso de “habeas corpus” a favor de Gerardo Hernández Nordelo. Esa es la única y última posibilidad legal que le queda luego que el Tribunal Supremo, a petición de la Casa Blanca, se negó a revisar su caso, ratificándole su condena a doble cadena perpetua más 15 años.
El caso de los Cinco es ante todo una desvergonzada prevaricación. El actual gobierno está obligado a ponerle fin del único modo posible: retirando todas las falsas acusaciones formuladas contra nuestros héroes y ordenando la inmediata liberación de todos ellos, sin excepción ni condiciones. Mientras no lo haga, el Presidente Obama no debería imaginar siquiera que él nos pueda convencer de que hay algo de verdad en sus promesas de cambio. Le toca a él demostrar que sí se puede.
Agradezco a Ustedes su participación en este Seminario. Siéntanse en casa propia. Trabajemos juntos para consolidar lo alcanzado y seguir adelante hasta la victoria siempre.
Palabras en la Inauguración del Seminario Internacional del PARLATINO. ”Logros y nuevos desafíos de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA-TCP)” La Habana, 27 de mayo de 2010
Estimados colegas y amigos:
Compañeras y compañeros:
Sean bienvenidos todas y todos. Estoy seguro que este Seminario contribuirá al empeño común de construir una América nuestra verdaderamente libre e independiente con la plena realización de los ideales de Simón Bolívar y José Martí. La Alianza Bolivariana con sus logros palpables para millones en América Latina y el Caribe está indicando el camino seguro de la unión, la independencia y la justicia social.
El Seminario contará con intervenciones especiales de varias distinguidas personalidades de nuestro Continente cuya presencia nos honra especialmente. Con ellas se garantiza un debate indispensable para precisar los desafíos que encaramos en una situación internacional particularmente compleja, con peligros y amenazas, pero en la que hay también importantes oportunidades para nuestros pueblos. Definir los riesgos y ser capaces de encararlos juntos y juntos avanzar requiere sabiduría y firmeza. A ello servirá la reflexión colectiva entre todos.
Ustedes, estimados amigos, celebran este año el Bicentenario del momento glorioso en que a lo largo del Continente se proclamó el inicio de las luchas por la independencia en casi todos los países aquí representados. Para esa fecha Haití ya se había sacudido el yugo extranjero con la primera revolución antiesclavista triunfante en la historia y enfrentaba el asedio de los mayores poderes de la Tierra. Esa desdichada y heroica tierra, nuestro más cercano vecino, sufre aún las consecuencias de su hazaña, los efectos de más de dos siglos de hostilidad, agresiones y discriminación de quienes nunca le perdonaron que se atreviera a ser la primera en iniciar la lucha y la primera y solitaria nación que abolió la servidumbre humana.
Los cubanos nos regocijamos con la fiesta americana. Pero debemos recordar otro Bicentenario. No podemos olvidar que desde la independencia de las Trece Colonias norteamericanas el nuevo estado inició su expansión territorial y quiso extenderse a Cuba y las Antillas. Lo proclamó Jefferson en 1805 y lo repitió hasta su muerte marcando una obsesión norteamericana que dura ya más de dos siglos.
La pretensión de dominar a Cuba entró en una nueva fase a partir del primero de enero de 1959 cuando la Isla alcanzó su independencia real. Desde aquel día el Imperio desató una política agresiva con tres componentes inseparables - la guerra económica, el terrorismo y la propaganda mentirosa - que ha practicado sin pausa durante más de medio siglo. Desde el amanecer del año 59 facilitaron la fuga hacia el territorio norteamericano de los asesinos y torturadores batistianos que antes de escapar se robaron la casi totalidad de las reservas financieras de la República, y desde que al Norte llegaron los organizaron y les suministraron armas y explosivos y les dieron apoyo político y propagandístico.
La campaña mediática lanzada contra Cuba recientemente y a la que se han prestado algunos políticos y parlamentarios, no muchos por cierto, es, en esencia, la continuación de un empeño al que se dedican cuantiosos recursos del presupuesto federal norteamericano. A esa campaña Estados Unidos ha destinado más fondos que los entregados a América Latina como imaginaria “ayuda al desarrollo” desde los tiempos de la llamada “Alianza para el Progreso”, un embuste que ya nadie recuerda.
Pero si de algo sirven las mentiras y calumnias contra Cuba es para poner en evidencia la baja catadura moral de quienes las promueven.
Usaron como excusa la lamentable muerte de un delincuente común que decidió llevar a cabo una huelga de hambre. Por salvarle la vida se le llevó a un hospital en el cual recibió toda la atención requerida sin cobrarle un centavo a él ni a su familia. ¿En cuántos de los países desde donde se critica a Cuba se garantiza a cualquiera la atención médica gratuita? ¿Qué otro país, además de Cuba, soporta por más de cinco décadas un inhumano bloqueo económico que incluye la prohibición de acceder a medicamentos e instrumentos hospitalarios?
Algunos políticos y periodistas han estado tan ocupados repitiendo las consignas anticubanas que no pueden ver lo que ocurre ante sus propias narices. Nunca se les oyó denunciar las muertes por hambre y enfermedades curables de muchos niños y niñas que tienen la desgracia de no haber nacido en Cuba. Todavía no han dicho una palabra de protesta cuando es el Imperio que ordena y paga el que impone el ayuno por la fuerza.
¿Dónde estaban los calumniadores de Cuba cuando las fuerzas coloniales cercaron el recinto de Río Piedras de la Universidad de Puerto Rico? ¿Dijeron algo cuando les cortaron la electricidad y el agua a los jóvenes allí sitiados? ¿Protestaron cuando la policía atropelló a los familiares y a los artistas que trataban de llevarles comida y medicinas? La huelga estudiantil cumple ya más de cinco semanas y se extiende a los once recintos de la Universidad de Puerto Rico. Los que dicen defender los derechos humanos sólo cuando lo ordena el Imperio, nada hacen ante el drama de Puerto Rico, sometido aún al coloniaje en este año del Bicentenario. En nombre de la Asamblea Nacional del Poder Popular vuelvo a reclamar solidaridad con quienes libran esa hermosa batalla por la educación y la cultura.
Me veo obligado a agregar algo. Natalia Sánchez López tenía 21 años y junto a sus compañeros del recinto universitario de Mayagüez respaldaba la huelga el pasado 24 de mayo. Estaban hacinados en un local estrecho, cercados por las autoridades que les impedían recibir alimentos ni agua. Natalia se desmayó y fue llevada a un hospital en el que falleció al día siguiente. Era una muchacha alegre, feliz y defensora del medio ambiente. Ella quería vivir y hoy es una mártir puertorriqueña.
Repito su nombre: Natalia Sánchez López. Anótenlo porque de ella no hablan los tartufos tarifados de la prensa occidental ni por su muerte ha protestado el Parlamento Europeo ni ciertos colegas de este lado del Atlántico que no vale la pena mencionar.
Respeto y quiero a los corresponsales extranjeros. Comprendo sus tribulaciones. Nada fácil debe ser para una persona decente trabajar para medios que no lo son. Queda, desde luego, la opción de renunciar. Pero no se les puede pedir tal cosa a ciudadanos de países en donde lo que más crece es el desempleo.
No importa que callen los farsantes. Con la juventud puertorriqueña va su heroico pueblo y con ellos vendrá la Patria finalmente liberada.
Hablando de Puerto Rico hay que hablar del terrorismo promovido por Washington. Antes de concluir su mandato el anterior Gobernador de la Isla envió una carta al recién electo Presidente de Estados Unidos, Barack Obama. Simplemente le pedía que instruyese al FBI que dejase de obstruir el esclarecimiento de las muertes en Puerto Rico de Santiago Mari Pesquera y Carlos Muñiz Varela, dos jóvenes atacados a plena luz del día por asesinos que deambulan todavía por las calles de Miami sin ser molestados por nadie. El Licenciado Aníbal Acevedo Vilá no pidió al Presidente Obama nada extraordinario. Sólo que el FBI, la agencia que se supone esté encargada de aplicar la ley, entregase lo que posee y oculta a los tribunales para que estos puedan hacer justicia. Hasta ahora el Presidente Obama, el hombre del cambio, nada ha hecho ni ha respondido, que se sepa, al Gobernador de Puerto Rico.
Tampoco ha respondido a la solicitud venezolana para la extradición de Luis Posada Carriles ni lo somete a juicio por terrorismo como está obligado por convenios internacionales y por la resolución del Consejo de Seguridad de la ONU que Estados Unidos hizo aprobar con gran fanfarria en septiembre de 2001.
Gerardo Hernández Nordelo, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González y René González pronto cumplirán doce años de injusta prisión por haber luchado contra los terroristas anticubanos que gozan de escandalosa impunidad en Estados Unidos.
El caso de nuestros cinco compatriotas es rigurosamente silenciado por los medios informativos al servicio del Imperio. Cuando se sienten obligados a mencionarlos mienten descaradamente. La complicidad criminal entre Washington y los seudo-periodistas ha acompañado este caso desde el primer día.
El fraudulento “juicio” que se les impuso en Miami, el más largo de la historia norteamericana, fue ignorado completamente por esos medios. Pero en esa ciudad desataron una intensa campaña calumniando a los acusados y sembrando el temor entre los jurados con amenazas y provocaciones que llevaron a la Jueza a quejarse, sin resultado, desde el comienzo hasta el final de la farsa.
Ahora se sabe que esos llamados “periodistas” eran y son, en realidad, agentes asalariados del gobierno federal. Se conocen sus nombres y los muchos miles de dólares que recibieron. La organización no gubernamental que consiguió la desclasificación de la lista de los individuos involucrados sigue reclamando al Gobierno que revele también los contratos y otros datos elementales para medir el alcance de esta grave violación de la legalidad. Hasta ahora Washington se niega a hacerlo. ¿Qué más tratan de ocultar?
El próximo 15 de junio vence el plazo para presentar el recurso de “habeas corpus” a favor de Gerardo Hernández Nordelo. Esa es la única y última posibilidad legal que le queda luego que el Tribunal Supremo, a petición de la Casa Blanca, se negó a revisar su caso, ratificándole su condena a doble cadena perpetua más 15 años.
El caso de los Cinco es ante todo una desvergonzada prevaricación. El actual gobierno está obligado a ponerle fin del único modo posible: retirando todas las falsas acusaciones formuladas contra nuestros héroes y ordenando la inmediata liberación de todos ellos, sin excepción ni condiciones. Mientras no lo haga, el Presidente Obama no debería imaginar siquiera que él nos pueda convencer de que hay algo de verdad en sus promesas de cambio. Le toca a él demostrar que sí se puede.
Agradezco a Ustedes su participación en este Seminario. Siéntanse en casa propia. Trabajemos juntos para consolidar lo alcanzado y seguir adelante hasta la victoria siempre.
Palabras en la Inauguración del Seminario Internacional del PARLATINO. ”Logros y nuevos desafíos de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA-TCP)” La Habana, 27 de mayo de 2010
¿Hay presos políticos en Cuba?
Hay que recordar que el “pobrecito y cruelmente perseguido” disidente en cuestión, a pesar de tener méritos más que suficientes para ser detenido al igual que otros muchos altos dirigentes, “disidentes” al no haber pruebas cien por cien, en su contra de que colaboran con el terrorismo activo. No son detenidos. Una de tantas pruebas irrefutables que en Cuba, no se encarcela a nadie, por pensar, discrepar, e inclusive calumniar en grado superlativo, públicamente a la Revolución y a sus dirigentes. Es que centenares de mercenarios y asalariados de EE.UU. De este calibre, como el Sr. Oswaldo Paya, Elizardo Sánchez, Beatriz Roque, etc. etc. Estén libres.
Sin lugar a dudas los que en Cuba, son detenidos y condenados a largas condenas de prisión, caso de los famosos, 75 terroristas, llamados “disidentes” es que con lujo de detalles y pruebas irrefutables en juicios públicos, se demostró que además de ser agentes asalariados del Imperio, eran y son, en mayor o menor grado, como mínimo colaboradores de terrorismo.› Leer Más
jueves, 27 de mayo de 2010
Vicente Echerri, columnista de El Nuevo Herald, echa espuma por la boca por frases como esta...
¿Cómo pues no elogiar la mentira? ¿Cómo no agradecer a las alborotadas plumas babélicas que echen mano de todas las torpes, gastadas y risibles mentiras que se les ocurran cuando de hablar de la Revolución Cubana se trate? […] Loada sea pues la mentira. También ella ha querido, aunque torcidamente, sumar su voz a las voces honradas que en todas partes del mundo saludan el esfuerzo gigantesco de un pueblo pequeño por instaurar en su frontera un régimen de justicia. Aleluya, aleluya a la mentira. › Leer Más
Silvio Rodríguez: en Cuba no se detiene a nadie por opinar
San Juan, 27 may (EFE).- El cantautor cubano Silvio Rodríguez, quien regresará a Estados Unidos con una gira de conciertos en junio próximo tras 30 años de ausencia, dijo hoy en San Juan que Cuba es un país "con mucho debate" donde "no se detiene a nadie por opinar"."Cuba es un país perfectamente vivo con mucho debate y gente con muchas opiniones. Es falso que la gente no pueda dar opiniones. Las pueden hacer en el tono que le dé la gana. Allí no se detiene a nadie por opinar, al menos que lo digas en un contexto distinto", subrayó en una rueda de prensa en la capital puertorriqueña.
El cantautor enfatizó que la prensa "ha fabricado una Cuba" distinta a la que viven los millones de habitantes de esa isla.
EE.UU. ha destinado más fondos en última campaña contra Cuba que en Alianza para el Progreso
La Habana, 27 may (AIN) EE.UU. ha destinado más fondos a la campaña mediática contra Cuba que los entregados a América Latina desde los tiempos de la llamada Alianza para el Progreso, puntualizó hoy Ricardo Alarcón de Quesada, presidente del parlamento cubano.Al intervenir ante los participantes en el II Seminario Internacional del Parlamento Latinoamericano (PARLATINO), Alarcón denunció los cuantiosos recursos del presupuesto federal norteamericano que se dedican a desacreditar a la Revolución.
Si para algo sirve esta campaña es para poner en evidencia la baja catadura moral de quienes la promueven, los que usaron como excusa la lamentable muerte de un delincuente común.
Alarcón de Quesada preguntó en cuál de los países que critican a la Isla se le brinda atención médica gratuita a toda la población, sin distinciones de ningún tipo.
¿Qué otra nación soporta por casi cinco décadas un inhumano bloqueo económico, comercial y financiero que incluye la prohibición de acceder a medicamentos e instrumentos hospitalarios?, interrogó.
El presidente del máximo órgano de Gobierno en la Isla destacó que algunos políticos y periodistas están tan ocupados repitiendo consignas anticubanas que no pueden ver lo que ocurre ante sus propias narices.
Ejemplificó con las muertes por hambre y enfermedades curables de muchos niños que tuvieron la desgracia de no haber nacido en Cuba.
¿Dónde estaban los grandes medios que nos atacan cuando las fuerzas coloniales cercaron el recinto de Río Piedras en la Universidad de Puerto Rico?, cuestionó.
Mencionó la huelga estudiantil que cumple más de cinco semanas y se extiende a los 11 recintos de la universidad borinqueña.
En nombre de la Asamblea Nacional del Poder Popular de Cuba, Alarcón de Quesada reclamó solidaridad con los jóvenes boricuas que libran esta hermosa batalla por la educación y la cultura.
Sondean costa oriental cubana para cable submarino con Venezuela
La Habana, 27 may (PL) El barco Ridley Thomas llegó al puerto de Santiago de Cuba para continuar un sondeo encaminado a definir con exactitud la ruta del cable submarino de fibra óptica que aumentará la conexión de Internet de la isla a través de Venezuela.
La exploración comenzó el pasado día 5 en las proximidades del aeropuerto de Maiquetía, cercano a la capital venezolana, y se prolongó por cinco mil 340 kilómetros hasta la playa de Siboney, cercana a la urbe cubana, a más de 860 kilómetros de esta capital.
Una segunda etapa contempla la exploración de otros 200 kilómetros hasta Jamaica.
Ya se cuenta con los mapas, pero están por definir los puntos de cruces , expuso Anthony Pyn, manager de la Empresa de Proyectos Geológicos, en declaraciones citadas por CMKC Radio Revolución.
No es tarea fácil el sondeo, pero dirá desde ahora cuánto rigor demandará la instalación del cable en el inicio del próximo año, añadió el experto con experiencia en inversiones similares en Asia y Oceanía.
El estudio se realizará en aguas someras con equipamiento de alta tecnología, buques y muchas horas de trabajo en la investigación marina, expresó Waldo Reboredo, vicepresidente de Telecomunicaciones Gran Caribe, la empresa cubano-venezolana que operará el cable.
Se estima que tras esta exploración, en las primeras semanas del próximo año comiencen las instalaciones del cable directo Venezuela-Santiago de Cuba-Jamaica como uno de los grandes proyectos de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA).
El proyecto, a un costo de 70 millones de dólares, tendrá una vida útil de 25 años y la inversión se recuperará en plazos comprendidos dentro de las normas para estos proyectos, manifestó recientemente a Prensa Latina Reboredo.
La existencia del cable permitirá a Cuba multiplicar por tres mil veces las velocidades actuales de transmisión de datos, imágenes y voz, explicó luego de significar que los países implicados saldrán beneficiados en materia de intercambio social.
Aunque no implicará el cese de los servicios de Internet mediante satélite, los únicos permitidos a La Habana a causa de la hostilidad de la Casa Blanca, el cable submarino abaratará en 25 por ciento los costos de operación, subrayó Reboredo.
La exploración comenzó el pasado día 5 en las proximidades del aeropuerto de Maiquetía, cercano a la capital venezolana, y se prolongó por cinco mil 340 kilómetros hasta la playa de Siboney, cercana a la urbe cubana, a más de 860 kilómetros de esta capital.
Una segunda etapa contempla la exploración de otros 200 kilómetros hasta Jamaica.
Ya se cuenta con los mapas, pero están por definir los puntos de cruces , expuso Anthony Pyn, manager de la Empresa de Proyectos Geológicos, en declaraciones citadas por CMKC Radio Revolución.
No es tarea fácil el sondeo, pero dirá desde ahora cuánto rigor demandará la instalación del cable en el inicio del próximo año, añadió el experto con experiencia en inversiones similares en Asia y Oceanía.
El estudio se realizará en aguas someras con equipamiento de alta tecnología, buques y muchas horas de trabajo en la investigación marina, expresó Waldo Reboredo, vicepresidente de Telecomunicaciones Gran Caribe, la empresa cubano-venezolana que operará el cable.
Se estima que tras esta exploración, en las primeras semanas del próximo año comiencen las instalaciones del cable directo Venezuela-Santiago de Cuba-Jamaica como uno de los grandes proyectos de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA).
El proyecto, a un costo de 70 millones de dólares, tendrá una vida útil de 25 años y la inversión se recuperará en plazos comprendidos dentro de las normas para estos proyectos, manifestó recientemente a Prensa Latina Reboredo.
La existencia del cable permitirá a Cuba multiplicar por tres mil veces las velocidades actuales de transmisión de datos, imágenes y voz, explicó luego de significar que los países implicados saldrán beneficiados en materia de intercambio social.
Aunque no implicará el cese de los servicios de Internet mediante satélite, los únicos permitidos a La Habana a causa de la hostilidad de la Casa Blanca, el cable submarino abaratará en 25 por ciento los costos de operación, subrayó Reboredo.
La mafia anticubana y el asesinato de Kennedy
Varios grupos contrarrevolucionarios estuvieron involucrados de alguna forma a los planes de asesinato contra Kennedy, contratados por la CIA y la Cosa Nostra, luego de recibir la consiguiente bendición del FBI que los monitoreaba permanentemente e, incluso, tenía agentes encubiertos dentro de ellos. Uno de ellos fue el DRE, o sea, el Directorio Revolucionario Estudiantil, organización que alcanzó gran notoriedad por ser una de las canteras principales de la CIA para llevar a cabo su guerra sucia contra Cuba, así como para realizar todo tipo de acción que le orientaran sus jefes de la Agencia. El DRE estuvo inicialmente integrado por terroristas del calibre de Alberto Muller, Ernesto Travieso y Juan Manuel Salvat, quienes lo fundaron en febrero de 1960. Una vez que sus jefes escaparon hacia Miami, recibieron de inmediato el sostén de la CIA, particularmente por parte de David Atlle Phillips y Howard Hunt, quienes les facilitaron recursos, medios de guerra y entrenamiento necesario para realizar alzamientos de bandidos en las zonas montañosas, ataques piratas a pueblos costeros, así como otros tipos de acciones de corte terrorista. El propio Muller fue capturado luego de infiltrarse en Cuba en 1961 y permaneció en prisión hasta 1980. Otro de sus jefes, Juan Manuel Salvat, junto a José Basulto, lanzó un ataque desde una lancha artillada contra el edificio Rosita Hornedo, situado en calle 0 y Primera avenida, en Miramar, en agosto de 1962.› Leer Más
miércoles, 26 de mayo de 2010
Cuba pronostica activa temporada de huracanes
LA HABANA, mayo 26 (Reuters) - El principal meteorólogo de Cuba pronosticó el miércoles una temporada de huracanes "activa" en el 2010, en línea con las previsiones de científicos en Estados Unidos.
Según José Rubiera, la ausencia del fenómeno del Niño y las altas temperaturas récord en la superficie del Atlántico, el Golfo de México y el Caribe propician la formación de huracanes.
Según José Rubiera, la ausencia del fenómeno del Niño y las altas temperaturas récord en la superficie del Atlántico, el Golfo de México y el Caribe propician la formación de huracanes.
martes, 25 de mayo de 2010
La Pregunta del Día
¿Será cierto que después de más de 80 días en huelga de hambre, el Coco Fariñas ha aumentado de peso? ¿En esas extenuantes entrevistas que le concede constantemente a los medios de prensa, alguien pudiera preguntarle con cuántos Kg empezó su huelga de hambre y cuántos kg pesa ahora?... ¡Cuidado con las sorpresas!
Yoani Sánchez, los euros y la egolatría
Por Ernesto Pérez CastilloA nuestra blodeguera insignia los asuntos de peluquería se le dan mal, tanto como mal se le da la redacción de un pobre párrafo. Ella, que perdió cinco años en la facultad de filología, es incapaz de sostener la coherencia por más de cuatro líneas seguidas.
En un post reciente afirma: “La liturgia de peinarme me aplaca la ansiedad y al final mi cabeza está en orden”, pero apenas dos líneas después –no dos párrafos ni dos cuartillas, que a tanto ella nunca se ha atrevido, sino solo dos líneas después– se contradice: “pensé que el ritual de desenredarme las greñas y reducirlas a una delgada trenza lograría quitarme la agitación, pero no ha funcionado”.
¿Y por qué tamaña ansiedad y agitación en Yoani? Pues ni más ni menos que porque la mencionaron en la Mesa Redonda, que ella califica como “el espacio más oficialista” de la televisión. Por más que según ella el programa es “aburrido”, de inmediato los “amigos me llamaron alarmados”.
También según ella, sus vecinos: “corriendo detrás del evasivo arroz, no habían tenido tiempo –ni ganas– para mirar tan tedioso montaje televisivo”. De ello se desprende que los “amigos” de Yoani, que la llamaron “alarmados”, sí que tienen arroz, y ya sin otra preocupación a la vista, disfrutan de sus horas de ocio mirando la Mesa Redonda. ¡Cuánta envidia que me dan!
Y, ¿cuál es el pollo de este arroz con pollo? –nótese que pregunto por el pollo, y no por el arroz, pues ya Yoani ha informado a los cubanos y al mundo que en la Isla no hay arroz, información importantísima de la que está sediento el universo entero y que solo Yoani es capaz de proveer, proveer de la noticia digo, que no del arroz.
Pues nada, sucedió que en la Mesa Redonda Internacional de Telesur del 27 de abril –que Yoani y sus amiguitos solo han visto en una tardía retransmisión–, el español José Manzaneda, director de Cubainformación, preguntado sobre los modos en que los grandes medios intentan formar líderes de opinión contrarios a Cuba y Venezuela, dijo: “ahí tenemos el caso de algunos nombres bien conocidos, como es el caso de Yoani Sánchez y otros”, y hasta ahí las clases, pues a partir de ese punto Manzaneda, que ni siquiera es un periodista cubano, se olvidó de ella y se dedicó a hablar del Grupo Prisa y su estrategia anticubana, y a la blodeguera no la volvió a mencionar.
Pero eso fue suficiente para que los amigos de Yoanis, según ella, le telefonearan “temiendo que mi casa ya estuviera llena de esos hombres que hurgan debajo de los colchones y detrás de los cuadros”.
Yo, que no estudié filología ni media hora, hubiera escrito: “hurgan bajo los colchones y tras los cuadros”, con lo cual me ahorraría cuatro “de”, y lograría con ello una redacción menos cacofónica, aunque ni así salvaría esa línea de ser reiterativa en cuanto a las mediocres ideas que Yoani repite tanto, de tanto atenerse al pobre guión que le han dictado, uno y el mismo desde antes del 1984 de Orwell.
El caso es que eso, la sola mención de su nombre –sin adjetivos descalificatorios, que no los hubo– equivale a un “fusilamiento mediático”, según su paranoico modo de ver las cosas.
Lo cierto es que ni la han fusilado, ni los tipos de gris llamaron a la puerta de su apartamento, cosa que la pone muy mal y la deja muy mal parada, pero parada al fin y al cabo, pues bien que le vendría, por una sola vez siquiera, alguna acción en su contra con la cual sostener su fachada de perseguida, de acosada, fachada que se cae a pedazos.
Y bueno, como nada de eso ocurre, entonces el hecho de que su nombre aparezca, cosa rara, en la televisión, ella lo magnifica al extremo de convertirlo en una “lapidación pública que consiste en llenar de improperios a quien tiene ideas críticas, sin permitirle unos minutos de derecho a réplica.”
Para Yoani, el que Manzaneda dijera que el nombre la blodeguera es “bien conocido”, equivale a llenarla de improperios. Y encima ella reclama “unos minutos de derecho a réplica”, como si no dispusiera a su antojo de su página personal en la web, que siguiendo sus afirmaciones, recibe millones de visitas diarias, y encima sus amiguitos del más allá le traducen a la friolera de diecinueve idiomas si se suma el persa, que fue el último “regalo” que le hicieron y ella anunció a bombos y platillos.
Curioso es que el programa iba de la ciberguerra, el ciberterrorismo y los grandes medios que controlan el flujo de información en el mundo, y la Yoani, en su egolatría, asumió que por tanto se estaba hablando de ella, pero ese, como ya tuvo a bien aclararle alguien en estos días, es su maletín, pues como dice el refrán, “a quien le sirva el sayo, que se lo ponga”.
La verdad es que no se hablaba de ella, apenas se le mencionó de pasada, como ejemplo de los peones que se gastan los que apuestan por la mentira como arma de desinformación. Pero ella es incapaz de abrir los ojos a la verdad y reconocer que no es más que un simple y desechable caballito de batalla, como otros tantos que en el mundo han sido.
Para colmo, para ilustrar su texto no se le ocurre algo peor que el trofeo que le han mandado por su Premio Perfil –no hay que olvidar que hasta que fue develada la barbaridad, Yoani recibía un premio cada veintiocho días–, que consiste, ni más ni menos que en la efigie del símbolo monetario de los euros, la moneda en que le pagan sus embarres.
› La mesiánica Yoani Sánchez y el mercenarismo en Cuba
VEA LA MESA REDONDA DE TELESUR "DEDICADA" A LA MERCENARIA YOANI SÁNCHEZ
Obama y América Latina: El cambio que no fue
Organizaciones sostienen que “todavía no es demasiado tarde” para que el gobierno de Obama “impulse un nuevo rumbo” en las relaciones con la región. Para eso, en el informe se recomienda que la Casa Blanca se abstenga de apoyar la readmisión de Honduras en la Organización de Estados Americanos (OEA) hasta que no se juzguen las violaciones a los derechos humanos perpetradas desde que un golpe arrancó del poder a Manuel Zelaya, en junio pasado.
Asimismo le piden a Obama que tranquilice a los países latinoamericanos acerca de las posibles intenciones militares de los Estados Unidos sobre esos territorios. Además, sugieren que Washington permita el librecambio de personas e ideas con Cuba. En la publicación del año próximo, estas organizaciones dirán si sus esperanzas estaban fundadas o si una nueva decepción vino de la mano de Obama y su política hacia el resto del continente.› Leer Más
Asimismo le piden a Obama que tranquilice a los países latinoamericanos acerca de las posibles intenciones militares de los Estados Unidos sobre esos territorios. Además, sugieren que Washington permita el librecambio de personas e ideas con Cuba. En la publicación del año próximo, estas organizaciones dirán si sus esperanzas estaban fundadas o si una nueva decepción vino de la mano de Obama y su política hacia el resto del continente.› Leer Más
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